A Ginjinha Espinheira – Curiosidades

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Dr. João Soares Tavares

 

CURIOSIDADES

João Soares Tavares

Hoje vou iniciar a apresentação de algumas curiosidades sobre assuntos. Indiferenciados. Apenas curiosidades.

“No dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho” é um adágio cuja origem se perdeu no tempo. Acompanhado de castanhas assadas, um copo de vinho novo tirado do pipo da adega de um lavrador cai sempre bem. Porém, se for jeropiga a acompanhar não cairá pior. A dificuldade é descobrir hoje numa grande cidade uma garrafa de jeropiga de boa qualidade. Por tal, ultimamente substituí-a por ginjinha feita artesanalmente com aguardente e ginja, sendo possível apanhada directamente da ginjeira. As castanhas não a rejeitam.

“As palavras são como as cerejas”, para o caso como as ginjas. Vem a propósito uma curiosidade da capital. Quem foi a Lisboa e nunca bebeu uma ginjinha num pequeno bar ali para os lados do Rossio que nasceu taberna já lá vão quase dois séculos?

A Ginjinha Espinheira no Largo de São Domingos, designação desse bar, é um ícone de Lisboa. Abriu portas em 1840 por um galego que lhe deu o nome. Manteve-se até hoje com as mesmas características e uma clientela fiel e frequente. Tem apenas um pequeno balcão de mármore e prateleiras repletas de garrafas com o delicioso néctar. Uma paragem obrigatória para turistas e locais. “Com elas ou sem elas” é a pergunta que se ouve antes de encher o copo.

Termino desejando ao meu leitor um feliz dia de S. Martinho onde não poderão faltar as castanhas assadas, deixando à sua escolha para acompanhamento um copo de vinho novo, de jeropiga, ou de ginjinha “com elas ou sem elas” …

(João Soares Tavares escreve segundo o anterior acordo ortográfico)

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